As buscas da Operação Haalapenz, como foi batizada, aconteceram nas residências de advogados, de policiais civis, em um escritório de advocacia e em uma delegacia nas cidades de Osasco, Barueri e São Paulo, na manhã desta sexta.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP/SP), o ato de corrupção aconteceu em janeiro, quando policiais civis do 6º Distrito Policial (DP) de Osasco teriam recebido R$ 170 mil em propina para soltar um empresário preso e suas mercadorias apreendidas. O crime, segundo o MP, foi intermediado por dois advogados, que compareceram à delegacia a pedido dos próprios policiais civis.
O empresário havia sido detido após os policiais encontrarem um relógio roubado em uma loja do Shopping Cidade Jardim, na zona sul da capital paulista. Na ocasião, 14 mandados de busca e apreensão haviam sido cumpridos no Estado de São Paulo e em Minas Gerais decorrentes da operação Diamante de Sangue, que investigou uma associação criminosa especializada na receptação de relógios de luxo. Ao todo, mais de uma centena de relógios sem comprovação de origem, documentos, materiais eletrônicos e aparelho telefônicos haviam sido apreendidos.
