Uma servidora do Ministério Público, uma técnica em enfermagem e uma funcionária de uma loja de materiais de construção foram indiciadas por racismo depois de enviarem áudios em grupos de Whatsapp xingando nordestinos que vivem em Cachoeira Alta (GO) e votaram em Lula no 1º turno das eleições.
No áudio, uma das mulheres diz que as pessoas que vivem no norte e nordeste comem calango e vão à Goiás "para andar de carro".
“A Cachoeira daqui 10 anos não tem cachoeiraltense mais. Nós vai ser a minoria aqui [sic.], negócio de 15, 20%. Porque a Cachoeira está cheia destes nortistas filhos da p... que tá comendo calango no sol do meio dia e vem para cá andar de carro, desfrutar da nossa estrutura. Lá eles vivem vida de cachorro", disse
A Prefeitura de Cachoeira Alta informou que a técnica de enfermagem que divulgou o áudio foi afastada das funções e que repudia qualquer tipo de ofensa e discriminação. O caso se enquadra no crime de racismo, porque atinge um conjunto de pessoas, diferentemente dos casos de injúria racial quando a discriminação é contra uma só pessoa. A pena é de um a três anos.

