Pela primeira vez desde 1940 a expectativa de vida do brasileiro sofrerá um retrocesso. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o brasileiro perderá entre 1 e 2 anos de expectativa de vida, e, dependendo da capacidade do governo em vacinar a população no próximo ano, a tendência de queda pode seguir em 2021.
Desde 1940, quando a expectativa era de 45,5 anos de vida do brasileiro, o número vinha aumentando a cada ano com os avanços da medicina redução da mortalidade infantil.
Em novembro, a expectativa de vida do brasileiro era de 76,6. “Historicamente, a cada três anos, nós ganhamos um ano de expectativa de vida ao nascer. Agora, vamos perder em um ano o que levamos seis anos para conseguir. Ou seja, não só vamos deixar de avançar como vamos também retroceder", afirma o economista Marcelo Neri, diretor da FGV [Fundação Getúlio Vargas] Social.
“O número de mortos [pela Covid-19] foi tão grande, foi uma quantidade tão desproporcional, que acabou tendo todo esse impacto na expectativa de vida. Este número, 190 mil [mortos], equivale a quatro vezes as taxas anuais de homicídios no Brasil; por isso tem esse efeito demográfico gigantesco.”, explica.
Durante a pandemia, outro ponto de retrocesso foi a desigualdade educacional, aumentando a distância entre os mais pobres e os de classe média e rica, devido ao ensino à distância.



