Saúde tira do ar TrateCOV e diz que plataforma foi ativada 'indevidamente'

Por Portal do Holanda

21/01/2021 14h32 — em Brasil

Pasta diz que sistema foi invadido e ativado sem autorização - Divulgação

Saiu do ar nesta quinta-feira (21), o aplicativo do Ministério da Saúde “TrateCov“, que recomendava o “tratamento precoce” com remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19 a pacientes com sintomas que podem ou não ser da doença.

Segundo o Metrópoles, a pasta informou, por meio de nota, que a plataforma foi ativada “indevidamente”.

“Informamos que a plataforma TrateCOV foi lançada como um projeto-piloto e não estava funcionando oficialmente, apenas como um simulador. No entanto, o sistema foi invadido e ativado indevidamente – o que provocou a retirada do ar, que será momentânea”, diz o Ministério da Saúde.

O “tratamento” indicado no aplicativo incluía medicamentos que, segundo demonstraram diferentes estudos, não funcionam contra a doença, como o antimalárico cloroquina, o vermífugo ivermectina e a azitromicina.

A plataforma foi lançada, inicialmente, apenas para profissionais de Saúde de Manaus, mas qualquer pessoa podia acessar, preencher o cadastro e obter as recomendações.

O uso de cloroquina e antibióticos podia ser receitado até mesmo a um recém-nascido com náuseas, diarreia e fadiga. O aplicativo recolhia dados do paciente como idade, peso, altura e comorbidades. A idade, no entanto, não interferia na pontuação de “gravidade” apresentada pelo sistema – nem, portanto, no tratamento sugerido.

Ao divulgar inicialmente a página, o Ministério da Saúde afirmou que desenvolveu o aplicativo “para auxiliar os profissionais de saúde na coleta de sintomas e sinais de pacientes visando aprimorar e agilizar os diagnósticos da Covid-19”.

Na quarta-feira (20), o deputado federal Marcelo Freixo (PSol-RJ) afirmou que acionou a Justiça Federal para que o aplicativo seja retirado do ar definitivamente.


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