BRASÍLIA — O ex-presidente negou que tenha vetado o nome do deputado (PTB-MA) para o , . Sarney disse, por meio de assessores, que não foi consultado e que não vetaria um nome do Maranhão. Nos bastidores, o ex-presidente ficou irritado de ter tido seu nome envolvido na polêmica. Apesar do desmentido, na prática Sarney continua sendo um dos cacique do PMDB e influente dentro do governo de Michel Temer.
O presidente Michel Temer pediu ao presidente do PTB, Roberto Jefferson, que o partido indique um novo nome para o cargo. No dia 27 de dezembro, Ronaldo Nogueira, do PTB, deixou o ministério, e o comando do partido indicou Fernandes para Temer.
Durante a crise da delação da JBS, . Ele teve papel importante na rejeição da primeira denúncia apresentada pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot contra o presidente.
O ex-presidente e ex-senador nunca se afastou das principais discussões dentro do partido e faz parte, junto com os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Eliseu Padilha (Casa Civil), do o núcleo duro que acompanha o que ocorre dentro do governo Temer.
Apesar da idade, Sarney recebe em sua residência vários senadores ao longo da semana. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE), costuma passar na casa de Sarney para uma conversa, assim como o líder do governo no Senado e o presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR) .
Sarney foi presidente do Senado em três períodos (1995-97, 2003-2005 e 2009-2013). Mesmo após sua gestão no comando da Casa, em 2013, seu grupo nunca saiu do poder. Fazem parte dele, além de Eunício e Jucá, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Edison Lobão (PMDB-MA), entre outros.

