BRASÍLIA — A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou que seja realizada uma inspeção e um relatório em 48 horas com a situação atual da Colônia Agroindustrial, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde um motim já provocou a morte de nove presos e a fuga de mais de 200. Ainda há 99 presos foragidos e seis internados em um hospital de Goiânia.
Na segunda-feira, Cármen Lúcia conversou com autoridades de Goiás sobre o assunto. Na manhã desta terça-feira, enviou o ofício ao Tribunal de Justiça de Goiás. No ano passado, como presidente do CNJ, a ministra determinou a criação de um grupo de trabalho para cuidar da crise nos presídios. A medida foi tomada depois dos massacres comandados por facções em presídios durante o mês de janeiro.
Em 2017, Cármen Lúcia realizou visitas a presídios de todo o país no ano passado. O Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia estava na lista da ministra, mas o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recomendou que ela adiasse a visita. A intenção de Cármen Lúcia era checar o local neste mês. Como a revolta dos presos, os planos foram novamente adiados.
Autoridades locais dizem que, no presídio, o índice de corrupção entre os carcereiros é grande, assim como a quantidade de armas mantidas com os presos. Neste mês, Cármen Lúcia deve visitar ao menos dois presídios: um no Paraná e outro no Pará.

