A decisão foi tomada durante reunião no Comando Militar do Leste. "Greve é inegociável", afirmou Simões. Ele disse acreditar que a paralisação terá porcentual mínimo de participação. "Mas meu dever profissional é imaginar o pior cenário", disse. Simões já determinou que cerca de 2.000 bombeiros que atuam em funções administrativas e 700 que frequentam cursos de formação e especialização fiquem de prontidão para eventual convocação.
"Eu não diria que é oportunismo, eu diria que é uma covardia, é inaceitável, é leviano", afirmou o comandante, referindo-se à ameaça de greve da categoria a apenas oito dias do carnaval, festa que atrai muitos turistas ao Rio. Simões também comentou eventuais interesses políticos por trás da paralisação. "Isso surpreende, estarrece, indigna, porque nós estamos aqui cuidando da corporação e vamos nos dar conta de que o que se discute não é melhoria de vencimentos. (...) Se houver (interesse político), vou lamentar muito".
Simões disse que o cabo Benevenuto Daciolo pode ser expulso da corporação. Ele foi preso anteontem à noite sob acusação de cometer incitamento e aliciamento a motim, dois crimes previstos no Código Penal Militar.



