O ex-diretor da Frente Corretora de Câmbio Carlos Henrique da Silva Júnior, hoje CEO da Sttart Pay, negou, por meio de nota, ter qualquer relação com os fatos que levaram à liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central nesta quinta-feira, 30.
"Não possuo qualquer vínculo com a companhia há mais de sete meses, não tendo, portanto, qualquer ligação com os fatos e fundamentos que motivaram a recente medida adotada pelo Banco Central do Brasil", disse o executivo, na nota.
Como mostrou o Broadcast , a Frente Corretora violou normas de prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) e apresentou problemas de liquidez antes de ter sido liquidada nesta quarta-feira, 29. As preocupações em relação à empresa começaram após a identificação de uma série de movimentações atípicas.
Carlos Henrique da Silva Júnior teve a indisponibilidade de bens decretada pelo BC também nesta quinta-feira, 30, na esteira da liquidação da Frente. A Lei 6.024 determina fiquem indisponíveis os bens de todas as pessoas que tenham ocupado a administração das instituições nos 12 meses anteriores.
Na nota, o executivo disse ter exercido a função de diretor estatutário contratado na Frente Corretora entre 15 de abril de 2024 e 10 de setembro de 2025, sem nunca ter sido sócio da empresa. Segundo Silva, todas as responsabilidades de gestão terminaram definitivamente em setembro do ano passado.
"Reitero meu compromisso inegociável com a ética, a transparência e a conformidade regulatória em toda a minha trajetória profissional e coloco-me à inteira disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais", diz o executivo.
Leia abaixo a íntegra da nota:
Nota de Esclarecimento: Liquidação Extrajudicial da Frente Corretora
Diante das notícias veiculadas hoje, 30 de abril de 2026, a respeito da liquidação extrajudicial da Frente Corretora, venho a público esclarecer que minha atuação na referida instituição foi estritamente profissional, exercendo a função de Diretor Estatutário contratado no período de 15 de abril de 2024 a 10 de setembro de 2025.
É fundamental ressaltar que nunca fui sócio da empresa e não tive qualquer participação em sua estrutura societária ou de controle. Informo que meu ciclo e todas as minhas responsabilidades de gestão na Frente Corretora foram encerrados definitivamente em setembro de 2025, data de meu desligamento formal.
Dessa forma, não possuo qualquer vínculo com a companhia há mais de sete meses, não tendo, portanto, qualquer ligação com os fatos e fundamentos que motivaram a recente medida adotada pelo Banco Central do Brasil.
Reitero meu compromisso inegociável com a ética, a transparência e a conformidade regulatória em toda a minha trajetória profissional e coloco-me à inteira disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais.
Carlos Henrique da Silva Júnior
CEO da Sttart Pay



