BRASÍLIA — No depoimento de delação premiada, gravado em vídeo pelos procuradores, o dono da JBS, Joesley Batista, disse que se reuniu com o presidente Michel Temer no “porão” do Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República. Na reunião, disse Joesley, Temer concordou em continuar com pagamentos mensais para manter o silêncio de Lúcio Funaro, operador de Eduardo Cunha.
— Ele (Temer) me atendeu no porão do palácio do Jaburu, combinei isso com ele e basicamente foi isso — afirmou o empresário.
Joesley afirmou que não usou seu nome corretamente na portaria do palácio e disse que usou apenas o nome “Rodrigo” para entrar no Jaburu.
— Eu encerrei a conversa com ele combinando como seria minha próxima visita, que essa tinha funcionado super bem. Eu entrei dando o nome do Rodrigo. Eu nem dei meu nome. Ele me perguntou: “você deu seu nome?”, e eu disse que não. Só abaixei o vidro, disse que era Rodrigo e entrei direto na garagem.

