BRASÍLIA — A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse nesta segunda-feira que ainda está analisando os pedidos de impedimento que seu antecessor no cargo, Rodrigo Janot, fez contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e que em breve decidirá sobre o assunto.
Num dos casos, o ex-procurador pediu que o ministro se abstenha de participar de decisões relativas as investigações sobre o empresário Jacob Barata Filho, alvo do desmembramento da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro. A procuradora-geral retirou os pedidos, que já estavam no Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro, e até o momento não deixou claro se vai reforçar ou não a proposta de impedimento do ministro.
— Cada processo exige uma análise específica, neste caso que o senhor cita é mais de um processo. Eu estou analisando isso no conjunto das informações necessárias para fazer essa análise. A fase em que eu estou é exatamente essa — disse a procuradora-geral numa entrevista depois de participar da solenidade de celebração do Dia Internacional de Combate à Corrupção.
Raquel Dodge não disse, no entanto, quais são os pontos dos pedidos que estão sob análise. Nem mesmo o que houve de relevante para justificar a retirada da petição do STF.
— O que tem em relação a isso será comunicado no momento em que eu der a decisão em cada um dos autos
Perguntada quando isso acontecerá, ela respondeu :
— Em breve
A procuradora-geral disse que não há risco de eventuais futuras medidas no caso perderem o efeito. Ela argumenta que todas as decisões dela estão dentro dos devidos prazos processuais. Desde que teve o pedido de impedimento encaminhado ao STF, Gilmar Mendes já mandou soltar Barata duas vezes. A última delas na sexta-feira.

