BRASÍLIA - O PSDB deve seguir aliado do governo, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Nesta sexta-feira, Jungmann creditou a informação ao ministro tucano Antonio Imbassahy, que é da Secretaria de Governo e despacha no Palácio do Planalto. A sigla deve bater o martelo na próxima segunda-feira.
— Ele (Imbassahy) me disse ontem que, através de numerosas conversas, a tendência efetivamente do PSDB é a continuidade na base do governo — declarou Jungmann, que disse ter feito uma "inconfidência".
Raul Jungmann é do PPS, que há duas semanas perdeu o ministério da Cultura, com o pedido de demissão do deputado Roberto Freire.
A Executiva dos tucanos faria uma reunião para decidir se desembarca da gestão Michel Temer nesta quinta-feira, mas o encontro foi adiado para segunda-feira. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue, nesta sexta-feira, julgando se cassa o mandado de Temer.
— A cada dia é um fato novo, não vai parar de ter fato novo nunca. Isso vai mudando a cabeça dos senadores. Segunda-feira é o limite do PSDB — disse o presidente interino, Tasso Jereissatti (CE), nesta quinta-feira.
O partido também terá de levar em conta mais um escândalo envolvendo Temer, que mudou de versão e admitiu que usou um avião particular com a esposa, "sem saber" quem era o dono, em 2011. Joesley Batista, dono da JBS, diz que cedeu a aeronave a Temer, que telefonou para agradecer o gesto. Ao GLOBO, o piloto confirma a história do delator.
Michel Temer é investigado por três crimes no Supremo Tribunal Federal (STF): corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.

