O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou nesta segunda-feira (2) o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido visava transferir o político para casa, alegando necessidade de cuidados médicos após cirurgia e comorbidades.
Em sua decisão, Moraes destacou que as instalações da Papudinha, unidade do Complexo Penitenciário da Papuda em Brasília onde Bolsonaro cumpre pena, oferecem atendimento médico adequado. O ministro também citou como impeditivo a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica registrada no ano passado.
A defesa do ex-presidente argumentou que a prisão não possui estrutura suficiente para garantir tratamento médico, incluindo fisioterapia e acompanhamento contínuo. Moraes, entretanto, afirmou que a unidade é capaz de atender a todas as necessidades do condenado, garantindo serviços médicos diários, atividades físicas, fisioterapia e assistência religiosa, conforme o princípio da dignidade humana.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista. O ex-presidente está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, destinado a presos especiais, incluindo policiais, advogados e juízes, e conhecido popularmente como Papudinha.

