Unificar e informatizar os serviços hospitalares de forma ainda mais qualificada por meio de um prontuário eletrônico gratuito. Com esse objetivo, os ministérios da Saúde e da Educação, assinaram, nesta quinta-feira (13), um Acordo de Cooperação Técnica que vai permitir o uso do Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU) – já utilizado nos 41 hospitais universitários federais geridos pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – em todas as demais instâncias especializadas de média e alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
O uso da ferramenta vai permitir, ainda, a integração ensino e serviço, apoiar a gestão assistencial e de suprimentos das unidades, além de integrar os dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).
Neste novo cenário, os profissionais vão ter acesso ao registro de saúde prévio do paciente atendido na rede hospitalar (consultas, internações, medicações prescritas e retiradas, resultados de exames), permitindo a continuidade do cuidado. Com a entrada das informações dos hospitais, a RNDS será fortalecida, ampliando as condições para a tomada de decisão, a partir do histórico clínico, além de permitir que mais informações sejam disponibilizadas aos cidadãos por meio do ConecteSUS.
O aplicativo foi desenvolvido ao longo dos últimos 10 anos e, agora testado e aprovado, alcança a marca de três milhões acessos mensais.
A utilização do aplicativo nos hospitais especializados do SUS deve começar em outubro de 2023. Antes, o comitê vai trabalhar na elaboração do documento que detalha a estratégia de capacitação e elaboração de conteúdo norteador para os entes envolvidos.
Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários
A ferramenta é voltada para a gestão hospitalar com foco no paciente, sendo adotada como padrão para todas as unidades da Rede Ebserh. Trata-se de um sistema dividido em módulos como internação, registro do atendimento ambulatorial, estoque com rastreabilidade, exames, cirurgias, prontuário eletrônico e outros. Atualmente, este é o maior sistema hospitalar público do Brasil, com uma base de 25 milhões de pacientes, 83 mil usuários cadastrados apenas na Rede Ebserh.
Com informações da assessoria

