Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, a prisão dos empresários representa uma ofensiva contra um grupo de quadrilhas (apelidado de "Conexão Caipira") envolvido em roubo e receptação de cargas nas regiões de Campinas e São José do Rio Pardo, a cerca de 250 km da capital paulista. "(Eles) terão dificuldade para operacionalizar a receptação e distribuição das cargas roubadas", comentou o delegado responsável pelas investigações, Alberto Matheus Júnior, da 2ª Delegacia de Investigações sobre Roubos de Cargas (Divecar).
O delegado explicou que a estrutura da armazenamento funcionava como um entreposto comercial das mercadorias roubadas. "Os empresários aproveitaram todo o esquema da estocagem lícita e guardavam as cargas roubadas. Dessa maneira, ninguém estranhava a movimentação de caminhões no local. Usavam a fachada de empresa para fomentar o crime".
As investigações começaram em maio deste ano. Os policiais da 2ª Divecar, uma divisão do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), desmontaram nessa terça o que identificam como a base logística do grupo. As mercadorias roubadas ficavam estocadas na empresa de distribuição de hortifrúti.
A identidade dos sócios, ambos de 47 anos, não havia sido divulgada até a manhã desta quarta, 17. Os dois empresários responderão por receptação.

