Patrick dos Santos, preso quando estava prestes a decolar em um avião da Igreja Quadrangular com 290 kg de drogas tipo skunk, achava que a carga era de vacina, de acordo com a defesa. Ele foi detido no último sábado (26) no Aeroporto Internacional de Belém.
De acordo com o advogado Jonathan Costa, o suspeito, que trabalha com cotação de voos, afirmou que não sabia que a carga seria de droga. "Ele não tinha conhecimento do que estava nas caixas. Não tinha noção do que se tratava a carga, só a informação de que seria carga de vacina, só o que ele estava sabendo", explicou ao G1.
O serviço de cotação de voo entre Belém e Pernambuco aconteceria para dois passageiros, entretanto, um dia antes da decolagem Patrick recebeu uma ligação do cliente informando que apenas a suposta carga de vacina seria enviada, sem os ocupantes.
"O voo ficou R$ 42 mil e ele [Patrick] receberia R$ 1 mil pelos serviços, que seria preparação, abastecimento, limpeza, abastecimento, deixar o avião pronto para o piloto chegar e fazer a viagem", disse o advogado.
Patrick segue detido após ser preso em flagrante por suspeita de tráfico interestadual de drogas. O piloto também havia sido detido, mas foi liberado, pois, segundo a PF, "não foi verificada participação dele no crime".

