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Presidente do CFM diz que há limites para "autonomia da mulher" em debate sobre aborto

Presidente do CFM diz que há limites para "autonomia da mulher" em debate sobre aborto
Presidente do CFM diz que há limites para "autonomia da mulher" em debate sobre aborto

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, afirmou nesta segunda-feira (17), durante debate no Senado Federal sobre assistolia fetal que há limites para a "autonomia da mulher". 

"Até que ponto a prática da assistolia fetal em gestação acima de 22 semanas traz benefício e não causa malefício? Esta é a pergunta. Só causa malefício. Nesse campo, o direito à autonomia da mulher esbarra, sem dúvida, no dever constitucional imposto a todos nós de proteger a vida de qualquer um, mesmo um ser humano formado com 22 semanas", disse. 

Na ocasião ele ainda defendeu a legitimidade do CFM, que aprovou em abril uma resolução que proibia o método de assistolia fetal para a realização do aborto em gestações acima de 20 semanas. Hiran Gallo afirmou que a resolução é amparada em critérios éticos e bioéticos, uma vez que, segundo ele, os estudos confirmam que com mais de 22 semanas há "viabilidade de vida fora do útero". 

Em uma nota publicada em 27 de maio, o CFM chega a usar o argumento que o "feto sofre" e sugerem que se a gestação tiver mais do que 22 semanas, a mulher poderá contar com o suporte do Estado no parto e posterior encaminhamento do bebê para a adoção. 

A resolução, contudo, foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por inconstitucionalidade.

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