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Presidente da CPI diz que há indícios que Bolsonaro cometeu 'crime de responsabilidade'

Durante pandemia da covid

Presidente da CPI diz que há indícios que Bolsonaro cometeu 'crime de responsabilidade'
Presidente da CPI diz que há indícios que Bolsonaro cometeu 'crime de responsabilidade'

Manaus/AM - O presidente da CPI da Covid-19, que foi destaque nas páginas amarelas da revista, fez um balanço dos trabalhos da comissão investigadora, falou sobre os erros no enfrentamento à pandemia no país e sobre os próximos passos do colegiado

Com os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 próximos à reta final, o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), em entrevista para as Páginas Amarelas da Revista Veja desta semana, afirma que o resultado das investigações já aponta para erros graves cometidos pelo governo federal na gestão da pandemia, incluindo crime de responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido). 

O senador, que preside a CPI instalada em abril de 2021, deixa claro que a comissão não está atrás de “vingança”, mas sim justiça às milhares de mortes que poderiam ser evitadas. “A política do governo nunca esteve voltada para a imunização, mas sim para alguns programas tirados em gabinete paralelo e isso nos levou ao caos. Aqueles que foram omissos em relação à doença terão de ser responsabilizados pelos seus atos e se os indícios forem contra o presidente (Bolsonaro) ele sem dúvida estará no relatório final”, ressaltou o parlamentar na publicação.

A entrevista também traz a visão do senador sobre as pautas econômicas, que foram utilizadas pelo governo federal como justificativa para incentivar o desrespeito a medidas de isolamento. “A economia não está na situação que está apenas por causa da pandemia, senão o mundo todo estaria quebrado. O Brasil ainda vive muitos problemas como o desemprego, inflação alta, dólar alto, falta de perspectiva de crescimento, política ambiental desastrosa, política social ineficaz de distribuição de renda, energia, gás de cozinha e gasolina aumentando”, pontuou o também coordenador da bancada amazonense no Congresso. 

O senador também fala a respeito do negacionismo, da questão dos medicamentos não comprovados cientificamente, da defesa da imunização de rebanho e de uma “anticampanha contra vacinas”. “A Pfizer manda vários documentos, cartas, se oferece, e ninguém dá resposta. E, ainda pior, você buscando a vacina na marra e o presidente fazendo uma anticampanha, dizendo: “Olha, tu vai virar jacaré”, “essa vachina”. O presidente, que era para ser o porta-voz da vacinação, é o porta-voz antivacina, além de ser porta-voz de remédios não comprovados cientificamente”, destacou.

Quando perguntado sobre os impactos da CPI nas eleições de 2022, o senador afirmou que ainda era cedo e demonstrou cautela sobre o assunto. “Não dá para saber. A política é muito dinâmica, as pessoas mudam”.

A CPI está prevista para encerrar os trabalhos na segunda quinzena de setembro. O relatório final deve ser encaminhado ao Ministério Público e demais órgãos, a fim de que deem prosseguimento ao processo de responsabilização civil e criminal, pedindo o indiciamento dos acusados.

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