Enquanto a deputada Flordelis tenta evitar a cassação do mandato para não ser presa, a polícia detalha como desvendou a trama da morte do pastor Anderson do Carmo, arquitetada pela esposa.
Documentos da investigação listam vários momentos em que a pastora entrou em contradição ao tentar desviar a polícia de seu encalço. Em um deles Flordelis afirma que o celular do marido e a quantia de R$ 5 mil que estavam em um cofre no de seu quarto teriam sido levados da casa.
Ela afirma que apenas o marido e ela mesmo teriam o código de abertura do cofre, mas depois diz que André e Mizael também tinham acesso. Mais tarde ela conta que o cofre estava quebrado e que Marzy teria confessado o roubo do dinheiro.
Em outra narrativa ela descarta o cofre e diz que os R$ 5 mil estavam em uma bolsa de Anderson. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é que a acusada disse ter passado dias completamente dopada após a morte de Anderson, porém, sabia detalhar exatamente o que fez e falou no mesmo período.
Ela teria relatado o conteúdo de conversas que teve com os filhos e transações que executou em sua igreja. Para a polícia, ela claramente prestou falso testemunho e não colaborou com a Justiça durante o processo.



