Testemunhas indicaram aos policiais que o rapaz estava com Santos e Inácio quando ele chegou na galeria. Após ouvir o relato dos três, na noite do crime, as autoridades do 3º Distrito Policial (Santa Ifigênia), decidiram indiciar também os outros dois detidos.
Além da acusação de serem cúmplices no assassinato, ambos foram indiciados também por resistência à prisão. Eles tentaram fugir dos guardas civis municipais que auxiliaram a Polícia Militar na caça aos suspeitos, tentando correr no meio do trânsito da Avenida São João.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, a vítima, conhecida apenas como Renata, ainda não tinha a identidade confirmada na manhã desta quinta-feira, 12.
Informações preliminares, divulgadas pelos policiais que participaram da prisão, davam conta de que um dos suspeitos seria irmão de Almeida. Mas, agora, a polícia esclareceu o mal entendido.
Crime
Renata estava em um bar do subterrâneo da galeria, sentada no balcão, quando o acusado Almeida entrou no estabelecimento, gritou com ela e a atacou. Ambos eram clientes antigos do proprietário do bar, que os classificou como "briguentos".
A polícia investiga se o crime foi motivado por uma briga da vítima com a mulher do acusado. Imagens do circuito interno de TV do bar mostram que as duas tiveram uma discussão pouco antes do crime, cometido às 16h.
Outra linha de investigação é que o assassinato pode ter sido resultado de uma briga de gangues. Ambos seriam de grupos punks que frequentam a região, mas a vítima teria abandonado os amigos e passado a sair com uma gangue rival.



