Os principais alvos da operação são o coordenador de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da repartição, Rogério Marin, e um homem identificado como Aguinaldo Biasiolli.
Além das prisões, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Tatuapé, Penha e Lapa com apoio da Divisão de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) da Polícia Civil. Mais de R$ 30 mil e US$ 12 mil em dinheiro vivo foram apreendidos.
A operação faz parte da uma investigação do Grupo Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo. A subprefeita Fernanda Maria de Lima Galdino também está entre os investigados.
Os promotores dizem ter encontrado indícios de exigências de vantagens indevidas para a expedição de alvarás para eventos sobretudo no bairro da Pompeia.
O inquérito foi aberto a partir de uma denúncia de corrupção enviada em abril pelo vereador Delegado Palumbo (MDB). Ao Estadão , ele contou que recebeu "várias reclamações" de comerciantes da região. "Esses comerciantes relataram tentativas de extorsão", conta. O vereador decidiu abrir o gabinete para receber as denúncias. No dia 18 de abril, a primeira denunciante foi levada presencialmente ao Ministério Público.
No mês seguinte, mais uma denúncia chegou ao parlamentar. Um comerciante relatou ter recebido um suposto pedido de R$ 15 mil em troca da emissão de um alvará de funcionamento. O relato levou à prisão em flagrante de um funcionário da subprefeitura no dia 26 de maio.
COM A PALAVRA, A SUBPREFEITURA DA LAPA
Até a publicação deste texto, a reportagem aguardava uma resposta da subprefeitura da Lapa. O espaço está aberto para manifestação. O gabinete de Rogério Marin também foi procurado, mas não quis comentar a prisão.

