Início Brasil PF sugere arquivamento de inquérito sobre ministro do STF citados por executivos da JBS
Brasil

PF sugere arquivamento de inquérito sobre ministro do STF citados por executivos da JBS

Envie
Envie

BRASÍLIA — Um relatório elaborado pela (PF) sugere o arquivamento do inquérito aberto para apurar se uma conversa gravada entre os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, da , continha algum indício de crime contra ministros do Supremo Tribunal Federal (). Depois de dois meses de investigação, a polícia concluiu que, no diálogo, gravado involuntariamente por um dos dois, não há referências a irregularidades relacionadas aos ministros ou a outras pessoas citadas por eles ao longo da conversa. O relatório deve ser entregue pelo diretor da Polícia Federal, a presidente do STF, às 16h30 desta sexta-feira.

Na diálogo, e, a partir daí, arrancar informações comprometedoras contra ministros do STF. Na análise dos dois, depois das delações da Lava-Jato terem devastado os poderes Executivo e Legislativo, dados desabonadores sobre ministros do STF poderiam facilitar a busca deles por um acordo de delação. Ao longo da conversa eles citam os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e a também a Cármen Lúcia. Não há, no entanto, referências a condutas suspeitas dos ministros.

— Ao que tudo indica foi mesmo uma conversa de bêbados. Um falatório sem sentido. Mostra também que Joesley e Saud falam muitas inverdades — disse ao GLOBO uma fonte que acompanha o caso de perto.

Quando o caso veio à tona em setembro, a presidente do STF determinou que a PF apurasse o caso o mais rápido possível. Para ela, não poderia pairar qualquer sobre a dignidade dos ministros da mais alta corte do país. Os advogados de Joesley e Saud disseram que os dois tiveram a conversa sob efeito de altas doses de bebida alcoólica e que o diálogo, se observado com atenção, conteria apenas bravatas sem qualquer sentido lógico. Disseram também que os dois não gravaram secretamente conversas com Cardozo. Joesley e Saud até pediram desculpas. Mas, mesmo assim, a Polícia Federal abriu inquérito.

Durante a apuração, a polícia investigou até as condutas do ex-procurador Marcelo Miller e da advogada Fernanda Tórtima, uma das responsáveis pelo acordo dos executivos da JBS com a Procuradoria-Geral da República. A polícia concluiu também que não houve irregularidade da parte da advogada. No diálogo, Saud e Joesley falam sobre Tórtima. Um deles diz que ela se opunha a gravação de conversa de Cardozo e a qualquer incursão dos dois pela seara do STF. A parte relacionada a Miller, que deixou o Ministério Público Federal, para atuar como advogado da JBS, também não prosperou. O caso está sendo apurado em outro inquérito.

Siga-nos no

Google News