A ata do último encontro do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), divulgada nesta quarta-feira, 20, mostra que muitos dirigentes avaliam que a inflação segue elevada e voltou a ganhar força nos Estados Unidos, em grande parte por causa do salto nos preços de energia após a alta do petróleo.
"A inflação cheia no exterior vinha, em geral, rodando próxima das metas dos bancos centrais, mas os dados de março passaram a apontar para uma aceleração significativa da inflação global, impulsionada pela disparada dos preços de energia", diz o documento do Fed ao destacar as incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
Os participantes também apontaram sinais de repasse do aumento dos combustíveis para outros segmentos da economia, o que tende a pressionar a inflação no curto prazo. "Alguns participantes observaram que a alta dos combustíveis provocou aumentos em diversos outros preços, incluindo custos de transporte marítimo e passagens aéreas", registra a ata.
Além disso, a autoridade monetária destacou efeitos indiretos do choque de oferta associado ao conflito, como o avanço dos preços de fertilizantes e de outras commodities não energéticas.
A ata também menciona que novas altas de tarifas nos EUA podem adicionar pressão sobre uma inflação já resistente, retardando o retorno à meta. "Vários participantes observaram que os preços de bens no núcleo da inflação seguem avançando em ritmo elevado, refletindo ao menos parcialmente os efeitos das tarifas comerciais", diz o documento.




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