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PF afirma que Bolsonaro cometeu crime ao vazar inquérito do TSE

PF afirma que Bolsonaro cometeu crime ao vazar inquérito do TSE
PF afirma que Bolsonaro cometeu crime ao vazar inquérito do TSE

No inquérito que investiga a atuação do presidente Jair Bolsonaro (PL) em queixa-crime ajuizada pelo TSE, a delegada do caso, Denisse Ribeiro, afirma que o mandatário cometeu crime. Ela, no entanto, fez a ressalva que não iria promover o indiciamento do presidente para não violar precedente do STF de que pessoas com foro só podem sofrer indiciamento mediante autorização da corte.

"Os elementos colhidos apontam também para a atuação direta, voluntária e consciente de Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro e de Jair Messias Bolsonaro na prática do crime previsto no artigo 325, §2°, c/c [combinado com o] 327, §2°, do Código Penal brasileiro, considerando que, na condição de funcionários públicos, revelaram conteúdo de inquérito policial que deveria permanecer em segredo até o fim das diligências", diz trecho do relatório da Polícia Federal.

Segundo o Conjur, o caso se refere a investigação determinada pelo Supremo Tribunal Federal em agosto do ano passado, após o ministro Alexandre de Moraes acolher uma notícia-crime apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Foi apontado que Bolsonaro divulgou, em uma de suas lives semanais, os resultados de um inquérito sigiloso e não concluído, que apurava um ataque hacker contra computadores do TSE.

Nesta sexta-feira (28/1), Bolsonaro descumpriu ordem do STF e não compareceu para prestar depoimento sobre o caso. 

Conforme a PF, tanto Bolsonaro como o deputado Filipe Barros (PSL) "tiveram acesso em razão do cargo de deputado federal relator de uma comissão no Congresso Nacional e de presidente da República, respectivamente, conforme hipótese criminal até aqui corroborada".

Até o momento, o único indiciado pelo vazamento é o tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ajudante de ordens da Presidência. Ele seria responsável por revelar o conteúdo do inquérito policial que deveria permanecer em segredo até o fim das diligências.

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