A perícia médica realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro é portador de hérnia inguinal bilateral e necessita de cirurgia em caráter eletivo, segundo laudo divulgado nesta sexta-feira (19).
De acordo com o documento, houve piora progressiva do quadro, possivelmente provocada pelo aumento da pressão intra-abdominal causado por soluços frequentes e tosse crônica, sintomas relatados pelo ex-presidente ao longo dos últimos meses.
Os peritos detalham que exames anteriores, realizados em agosto, não apontavam alterações herniárias. No entanto, avaliações clínicas posteriores, entre novembro e dezembro, além de exames de imagem e exame físico, confirmaram o diagnóstico de hérnia inguinal bilateral.
O laudo médico informa que, apesar da indicação cirúrgica, não há necessidade de procedimento em caráter de urgência ou emergência, uma vez que não foram identificados sinais de encarceramento ou estrangulamento das hérnias até o momento da perícia.
Os resultados foram encaminhados ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relator da execução penal de Bolsonaro. Os peritos também recomendaram que o bloqueio do nervo frênico, indicado para tratar os soluços persistentes, seja realizado o mais breve possível, diante do impacto no sono, na alimentação e do risco de agravamento do quadro herniário.


