Um pastor suspeito de agredir uma mulher, durante uma discussão por causa de uma vaga de garagem em Sacramenta, Belém, está causando revolta. O homem irá prestar depoimento em delegacia nesta quinta-feira.
O caso ocorreu no domingo 25 de dezembro, a engenheira de computação que é lésbica, procurou o pastor na igreja que fica próxima a sua casa, para pedir que ele tirasse seu carro que estava estacionado na frente da garagem dela, e estava impedindo a passagem de outros veículos. O pastor teria arrastado ela para dentro do templo religioso.
“Ele disse para eu tomar cuidado com a mão de Deus, e saiu atrás de mim. Fui arrastada para dentro da igreja, enquanto ele gritava que eu iria pro inferno porque eu era sapatão”, contou.
Ela diz que sofreu uma série de tapas na cabeça, e foi atingida por um soco. "Fui vítima de crime de ódio", conclui.
“Em casos como este, não há inquérito, mas sim o Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) . Ocorre que a legislação brasileira é falha e ainda não prevê homofobia como um crime grave”, explicou a delegada Hildenê Moraes.
A Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios (DCCD) da Polícia Civil investiga o caso.

