O presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou ter sido surpreendido com a decisão do governo de exonerá-lo do comando do Instituto Nacional do Seguro Social nesta segunda-feira (13). Em entrevista ao blog, ele disse que foi informado da saída por volta das 10h30, sem aviso prévio ou justificativa formal sobre a decisão.
Segundo Waller, a comunicação ocorreu por meio do secretário-executivo da pasta, sem contato direto com o ministro da Previdência. Ele relatou que foi apenas informado de que sua demissão já estava definida, sem esclarecimentos sobre a autoria da decisão.
Nomeado em abril do ano passado, Waller assumiu o comando do órgão em meio a uma crise envolvendo fraudes na Previdência Social e tinha como missão conduzir medidas de reorganização administrativa. Ele nega que sua saída esteja relacionada ao aumento das filas para concessão de benefícios.
De acordo com o ex-presidente, os principais problemas do sistema estariam ligados à estrutura da Previdência e não diretamente à gestão do INSS. Nos bastidores, sua relação com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, foi marcada por divergências desde o início da gestão.
O Ministério da Previdência confirmou a exoneração e anunciou a nomeação de Ana Cristina Viana Silveira para o cargo. Segundo a pasta, a mudança faz parte de uma nova etapa de gestão, voltada à reorganização e à busca por maior eficiência na análise de benefícios.



