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Partidos acionam STF contra sigilo de 100 anos em processo de Pazuello

Partidos acionam STF contra sigilo de 100 anos em processo de Pazuello
Partidos acionam STF contra sigilo de 100 anos em processo de Pazuello

O ato do Exército Brasileiro que decretou sigilo de 100 anos ao procedimento administrativo disciplinar instaurado contra o general da ativa e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por ter participado de ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro significa uma grave afronta à democracia.

Com essa premissa, o Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Liberdade e Socialismo (Psol) e Partido Democrático Trabalhista (PDT) acionaram o Supremo Tribunal Federal em arguição de descumprimento de preceito fundamental.

O fato em questão ocorreu em 23 de maio, quando Pazuello participou e discursou em ato do presidente Bolsonaro, após passeio de moto no Rio de Janeiro. O Regulamento Disciplinar do Exército proíbe que militares da ativa, como é o caso do ex-ministro da Saúde, participem de manifestações políticas. Por isso, foi aberto PAD.

Pazuello justificou que o ato não era político porque não é período de campanha, e o presidente não está filiado a partidos políticos. Dias depois, foi nomeado para cargo na Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos. Em 3 de junho, o Exército informou que não puniria o general.

Para os partidos, a imposição de sigilo de 100 anos sobre o processo administrativo ere a liberdade de expressão e de comunicação e o direito de acesso à informação, além de representar afronta à moralidade administrativa.

Defendem que o procedimento administrativo disciplinar é de interesse público, uma vez que investiga ato político praticado por militar da ativa, conduta considerada transgressora pelo Regimento Disciplinar do Exército e pelo Estatuto das Forças Armadas. “Neste sentido, o sigilo significa uma grave afronta à democracia”, dizem.

O pedido liminar e principal é pela suspensão do sigilo decretado de modo a se tornar documento de acesso a qualquer cidadão em razão de seu interesse social, “advertidos desde já que poderão ser responsabilizados pelo mau uso dessas informações”.

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