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Padilha diz que candidato do governo pode se beneficiar com votos de Lula

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BRASÍLIA — Um dos mais próximos aliados do presidente Michel Temer, o ministro da Casa Civil, , disse nesta quinta-feira acreditar que o candidato do governo para as , que ainda não se sabe quem é, pode vir a se beneficiar com parte dos votos do eleitorado do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, que pode ficar inelegível por ter sido condenado em segunda instância.

Padilha afirmou que certamente o "plano B" do PT vai receber boa parte dos votos de Lula, caso ele de fato seja impedido de concorrer. Mas o ministro acredita que os demais postulantes também poderão ganhar com o vácuo deixado pelo petista.

— Acho que a inelegibilidade do presidente Lula, se tal acontecer, a massa de eleitores do presidente Lula tem uma parte que era originária do PT, esta tende a se concentrar em candidaturas mais à esquerda, mas o resto (do eleitorado), todos os outros candidatos poderão ser beneficiados — avaliou o ministro da Casa Civil.

Perguntado sobre qual fatia do eleitorado petista poderia migrar para candidaturas de centro, Padilha afirmou que "não dá para dizer".

O ministro disse ainda acreditar que o suposto plano B do PT, o ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia Jaques Wagner, alcançará mais votos do que mostram as pesquisas recentes como a Datafolha, que diz que Wagner só receberia cerca de 4% dos votos de Lula.

— Acho até que o candidato do PT receberá mais do que isso (os 4% de migração de votos de Lula) .

Questionado se o seu partido, o PMDB, participaria das eleições presidenciais com candidatura própria ou apoiando algum dos pré-candidatos, Padilha afirmou que a intenção era construir uma candidatura que defendesse o legado deste governo e que o tempo diria quem seria o nome:

— Temos que esperar, o tempo vai dizer como serão as candidaturas. Hoje os pré-candidatos da base são o ministro Meirelles e o deputado Rodrigo Maia. Mas a intenção do presidente é que a base de sustentação do governo tivesse um candidato só, apoiado por todos, para que pudesse haver uma certeza na defesa do que é o grande legado que a gente deixa. E a gente gostaria, por óbvio, que os programas tenham continuidade — defendeu o ministro.

Perguntado ainda se, caso os candidatos da base do governo (Maia e Meirelles) não subissem nas pesquisas — em pesquisa Datafolha divulgada ontem, ambos não passam de 2% nas intenções de votos — Alckmin poderia ser o candidato do governo, Padilha pediu calma:

— Nós estamos esperando. Muita calma, temos que esperar - afirmou.

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