A medicina brasileira perdeu uma de suas maiores referências históricas. A médica, professora e cientista Dra. Angelita Habr-Gama faleceu na noite de sábado (30), aos 93 anos de idade, no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, localizado na região central de São Paulo. A cirurgiã estava internada na instituição desde o dia 6 de maio.
Nascida no Pará, a Dra. Angelita trilhou uma carreira brilhante e revolucionária. Ela foi a primeira mulher a fazer residência em cirurgia na Faculdade de Medicina da USP, onde mais tarde tornou-se professora emérita e fundou a disciplina de Coloproctologia. Seu trabalho transformou a oncologia mundial ao criar o protocolo internacional "Watch and Wait" (Assistir e Esperar), um método inovador que permitiu a cura de pacientes com câncer de reto sem a necessidade de procedimentos cirúrgicos invasivos e mutiladores.
Reconhecida pela Universidade de Stanford como uma das cientistas mais influentes do mundo, ela acumulou honrarias globais e abriu caminhos para as mulheres na cirurgia. O velório da médica é realizado neste domingo (31) no prédio da Faculdade de Medicina da USP.



Aviso