O ônibus que transportava o médico urologista Cauê Brunelli Dezotti, de 38 anos, durante a tragédia que ceifou sua vida em Lima, no Peru, durante um passeio turístico não tinha autorização para fazer esse tipo de serviço e autuava de forma clandestina.
Segundo a Autoridade de Transporte Urbano para Lima e Callao (ATU),o ônibus tem mais de 15 anos e além de não estar autorizado a levar turistas, o motorista estava sob irregularidade, ele estava com carteira de habilitação vencida e também não tinha permissão para trabalhar com turismo e transporte de passageiros.
Em comunicado, o órgão informou que o ônibus será apreendido e poderá ser destinado à sucata; a empresa responsável será multada pelas irregularidades.
“O veículo não possuía permissão para operar em rotas turísticas e o condutor não tinha habilitação válida para esse tipo de serviço. Empresas que operam sem autorização colocam em risco a vida dos passageiros e serão responsabilizadas conforme a lei”, destacou a nota.
De acordo com testemunhas, Cauê estava no segundo andar do ônibus quando pulou em comemoração e acabou batendo a cabeça em uma ponte. O impacto foi violento e, apesar de receber atendimento imediato e ser levado à Clínica Maison de Santé, não resistiu.
Natural de Limeira (SP), Cauê era especialista em cirurgia robótica, atuava em Campinas e também lecionava na Faculdade São Leopoldo Mandic, em Araras. A morte do profissional abalou familiares, amigos e torcedores do Palmeiras.

