BRASÍLIA — Futuro do , o governador deve assumir o comando da sigla com menos poderes que o antecessor (PSDB-MG). Uma das principais mudanças na proposta de novo do partido, discutida nesta quinta-feira em reunião da da legenda, será tirar do futuro presidente o poder de definir para onde vão os recursos do , cerca de R$ 90 milhões por ano, e do , que deve ultrapassar esse valor. O novo presidente também não poderá ser reeleito além do mandato de dois anos. O objetivo é acabar com a reeleição para o mesmo cargo na Executiva.
Um valor simbólico, em torno de R$ 50 mil por mês, fica a cargo do presidente para despesas de administração, mas o orçamento anual será atribuição da Executiva Nacional. O esboço do novo estatuto, coordenado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e que deve ser aprovado num congresso ainda sem data definida, também garante a realização de prévias para a escolha do candidato do partido a presidente em 2018. A proposta do novo código de ética prevê a contratação de um oficial de compliance, mas o formato ainda divide os tucanos.
Pelas regras da criação do fundão eleitoral, caberia ao presidente dos partidos definir a destinação dos recursos para os candidatos . Mas a proposta do PSDB é delegar a elaboração do orçamento anual para os 21 membros da Executiva nacional, que deverá ser presidida por Alckmin.
— Hoje o orçamento anual do PSDB é definido pelo presidente do partido. Agora terá que passar pela Executiva todo o planejamento orçamentário, tanto dos recursos do fundo partidário, que dá cerca de R$ 7 milhões por mês. Quanto mais se recebe dinheiro público, maior tem que ser a transparência. Até R$ 50 mil por mês o presidente pode usar sem passar por autorização da Executiva, para os gastos do dia a dia — explicou o deputado Carlos Sampaio.
O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) diz que a mudança do estatuto não é um esvaziamento de Alckmin, mas sim uma medida para tirar do provável candidato a presidente a responsabilidade de cuidar da burocracia do partido.
— A medida pretende descentralizar a execução , a parte operacional do orçamento que será planejado pela Executiva. É para tirar a carga burocrática do presidente, não para esvaziar _ explicou Pestana, que participou da reunião.
Embora Alckmin articule para não haver prévias, . Virgílio quer que no formato das prévias sejam realizados 10 debates entre os dois candidatos em todas as cinco regiões do País, antes da escolha.
— Se tiver mais de um candidato, vai ter prévias. O formato ainda vai ser definido — confirmou Pestana.
Sobre a proposta de se adaptar a experiência empresarial de melhoria de gestão, o compliance, para o partido, há ainda muitas dúvidas e isso ainda vai ser debatido melhor até a realização do congresso nacional.
A ideia é ter um comitê de compliance para auditar as ações do partido dentro de regras claras de ética, anti-corrupção, por exemplo. O oficial de compliance não pode ser filiado nem ter parentes filiados ao partido.
— Todo mundo é a favor de uma ação agressiva de transparência depois de tudo que aconteceu. Mas como diria Guimarães Rosa, o diabo mora nos detalhes. O problema é a formatação disso — disse Pestana.

