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Novo chefe da PRF agrediu frentista e deu prejuízo de R$ 50 mil à União

Novo chefe da PRF agrediu frentista e deu prejuízo de R$ 50 mil à União
Novo chefe da PRF agrediu frentista e deu prejuízo de R$ 50 mil à União

O novo escolhido do presidente Jair Bolsonaro para comandar a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvanei Vasques, causou um prejuízo de mais de R$ 50 mil à administração federal por agredir um frentista de posto de gasolina após o mesmo se recusar a lavar um carro.

O caso aconteceu em 2000, em Cristalina, Goiás. Durante o horário de serviço, Silvinei e outros policiais rodoviários teriam parado com cinco carros em um posto de gasolina, e solicitado que o frentista limpasse uma das viaturas. O funcionário do posto, que não tinha a função de lavar caros, negou o “pedido” de Silvinei, e o policial, então, teria o agredido com socos, enquanto os demais policiais assistiam. 

"Conforme consta no referido processo judicial, como no posto de gasolina não tinha como norma fazer a lavagem de veículos policiais, [o frentista] negou-se a proceder conforme lhe foi solicitado e neste momento sofreu agressão física cometida pelo réu Silvinei Vasques, mediante socos em seu abdômen e suas costas, sendo que os demais policiais presentes não fizeram nada para cessar as agressões", repassa o trecho da sentença.

"Com tal atitude praticada pelo réu, [a vítima] se sentiu humilhada, levando o mesmo a registrar boletim de ocorrência por conta da agressão sofrida, bem como necessitou se ausentar do trabalho e adquirir medicamentos para tratar as lesões corporais sofridas.", segue. 

 A Justiça Federal de Santa Catarina condenou Silvinei em 2017 e desde então ele recorre para não pagar o valor gerado aos cofres públicos. Segundo o Uol, por último ele entrou com uma apelação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

O frentista pediu R$ 100 mil de indenização por danos morais, e em 2012, veio a primeira condenação: a União foi obrigada a pagar o valor de R$ 20 mil. A execução da dívida ocorreu no ano seguinte, e o valor foi atualizado devido ao período de retroatividade, para R$ 52.973,76, incluindo os honorários advocatícios.

Após pagar a indenização, a União cobrou Silvinei, recorrendo à Justiça de Santa Catarina, que o condenou em 2017. Nesse período, o valor que Silvinei deve ressarcir à União já estava em R$ 71.142,83.

A PRF afirmou, em nota, que o diretor geral da PRF tem direito à ampla defesa e que caso condenado em todas as instâncias, “o irá arcar, de forma imediata, com o dever de ressarcir a União".

Esse não é o primeiro problema judicial que Vasques enfrenta. O policial rodoviário já chegou a ser absolvido da acusação de corrupção após denúncia do Ministério Público Federal. 

Antes de assumir o comando da PRF, ele era superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Rio de Janeiro. 

Considerado um “bolsonarista” na PRF, ele tem relações diretas com a base do presidente no Rio, especialmente com o senador Flávio Bolsonaro.  

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