O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pediu diretamente a Donald Trump que não leve a América Latina a uma guerra. Segundo ele, a região é uma “zona de paz” e não tem interesse em conflitos, especialmente diante do cerco militar que os Estados Unidos vêm fazendo à Venezuela. Lula tem demonstrado preocupação com o risco de escalada e tenta abrir canais de diálogo para reduzir a tensão.
“Ontem, quando eu conversava com ele… ele falou muito comigo, e eu falei: ‘ô, Trump, nós não queremos guerra na América Latina. Nós somos uma zona de paz’. Aí ele respondeu: ‘eu tenho mais arma, eu tenho mais navio, eu tenho mais bomba’. Falei: ‘cara, eu acredito mais no poder da palavra do que no poder da arma. Vamos tentar utilizar a palavra como instrumento de convencimento, de persuasão, para a gente fazer as coisas certas’”, disse Lula durante um evento em Belo Horizonte.
A Secretaria de Comunicação esclareceu que o relato de Lula se referia à ligação feita na semana anterior.
O governo brasileiro reforça que tenta atuar como ponte entre EUA e Venezuela e lembra que Lula também falou por telefone com Nicolás Maduro sobre a necessidade de pacificação no Caribe e na América do Sul.
Lula e Trump voltaram a conversar recentemente sobre temas comerciais e segurança. O brasileiro elogiou a retirada da tarifa de 40% sobre produtos nacionais e pediu mais cooperação dos EUA no combate ao crime organizado internacional. Segundo o Planalto, Trump demonstrou disposição em trabalhar junto ao Brasil. Paralelamente, Lula mantém diálogo com Maduro e insiste que o respeito à soberania e a via diplomática devem prevalecer para evitar que conflitos avancem na região.

