O Ministério da Saúde distribuiu na terça-feira (23) um informe técnico que traz uma recomendação diferente da feita pelo chefe da pasta, ministro Eduardo Pazuello, na semana passada.
Segundo o UOL, no documento, é dito para que estados e municípios estoquem metade das doses da CoronaVac para fazer a segunda aplicação do imunizante. Já Pazuello havia dito exatamente o oposto, que era para utilizar todo o lote na primeira dose.
Na última sexta-feira (19), o ministro disse que a CoronaVac não deveria ser estocada "com o objetivo de ampliar a vacinação e atender ainda mais brasileiros". As declarações do general constam em nota divulgada pelo Ministério da Saúde após reunião com prefeitos.
Já no informe técnico de 23 de fevereiro, o ministério faz a observação de que "ainda não há um fluxo de produção regular" da CoronaVac e que o intervalo de aplicação das doses do imunizante varia entre duas a quatro semanas. Assim, o governo federal orientou para que a segunda dose "seja reservada para garantir que o esquema vacinal seja completado dentro desse período, evitando prejuízo nas ações de vacinação".
Segundo especialistas, sem a garantia das duas doses, a imunização fica prejudicada. No caso da CoronaVac, o intervalo entre as doses é de até 28 dias. Já o imunizante da Oxford/AstraZeneca é de até três meses.

