As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) indicam que advogados usam o acesso reservado a traficantes presos para levar recados a membros da organização criminosa fora da cadeia.
Ao todo, foram cumpridos 38 mandados judiciais de prisão e busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, Jardim e Jaraguari. Entre os alvos estão seis advogados, um servidor do Poder Judiciário, um servidor da Defensoria Pública e um policial penal.
De acordo com o MP, houve participação do grupo investigado inclusive no planejamento de atentados contra um promotor e um juiz da capital.
A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS) acompanhou a operação. A OAB também criou uma comissão especial para monitorar o caso.
"A OAB/MS sempre pautou-se pela ética profissional, não coadunando com qualquer conduta ilícita, ainda mais quando se refere à advocacia. O caso também será analisado pelo Tribunal de Ética e Disciplina, sempre obedecidos o contraditório e a ampla defesa", informou a entidade.

