Início Brasil Moraes abre investigação sobre compra bilionária de dólar antes do tarifaço de Trump
Brasil

Moraes abre investigação sobre compra bilionária de dólar antes do tarifaço de Trump

Moraes abre investigação sobre compra bilionária de dólar antes do tarifaço de Trump
Moraes abre investigação sobre compra bilionária de dólar antes do tarifaço de Trump

 Após pedido da AGU, Moraes autorizou nesta segunda-feira (21) a abertura de investigação sobre o uso de informações privilegiadas (também conhecido como insider trading ) no mercado financeiro envolvendo o tarifaço anunciado por Donald Trump contra o Brasil.

A medida do presidente norte-americano, que impôs uma taxação de 50% sobre exportações brasileiras a partir de 1º de agosto, teria sido antecipada por uma movimentação atípica no mercado de câmbio: entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões foram comprados horas antes do anúncio e revendidos com lucro expressivo imediatamente após a notícia.

O pedido da Advocacia-Geral da União foi encaminhado ao Supremo dentro do inquérito que investiga o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eduardo é suspeito de ter atuado junto ao governo dos EUA para pressionar autoridades brasileiras e tentar obstruir o andamento da ação penal que apura a tentativa de golpe em 2022. Em março, ele se licenciou do mandato e se mudou para os Estados Unidos, alegando perseguição política.

A operação financeira chamou atenção por seu volume e precisão: a compra foi feita às 13h30 de 9 de julho, a R$ 5,46 por dólar. Às 16h17, Trump anunciou o tarifaço, e três minutos depois os dólares foram revendidos a R$ 5,60.

Segundo o gestor Spencer Hakimian, da Tolou Capital, o lucro pode ter chegado a 50% em menos de três horas — o que só seria possível com conhecimento prévio da informação.

Moraes determinou que a investigação tramite em sigilo e separadamente do inquérito de Eduardo Bolsonaro. Na mesma investigação, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de operação da Polícia Federal, recebeu tornozeleira eletrônica e teve restrições de liberdade impostas pelo STF, sob suspeita de risco de fuga. A AGU afirma que os indícios reforçam a possibilidade de insider trading com base em informações vazadas de forma ilegal.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?