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Ministro interino da Defesa diz que documentos da CIA são ‘para historiadores e a Justiça’

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BRASÍLIA - O ministro interno da general , disse nesta quinta-feira que os documentos da a respeito do regime militar no Brasil são uma questão para "historiadores e a Justiça". Por duas vezes, Silva e Luna disse que, para os militares, o assunto se esgota com a aplicação da Lei da Anistia. A declaração foi dada no Palácio do Planalto, depois de uma cerimônia de abertura da exposição "Entre a Saudade e a Guerra", sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira () na Segunda Guerra Mundial.

O governo brasileiro já pediu aos EUA documentos e registros da CIA revelando que o então presidente Ernesto Geisel sabia da execução de 104 opositores ao regime. O pedido ocorreu depois da repercussão da existência dos documentos. A família do jornalista Vladimir Herzog, que morreu na cadeia durante a ditadura militar, por exemplo, enviou na semana passada ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, carta cobrando explicações sobre o documento da CIA revelando que então presidente Ernesto Geisel sabia da execução de 104 opositores ao regime. A carta foi enviada por Ivo Herzog, filho do jornalista e presidente do do Conselho do Instituto Herzog. A família pede ao Itamaraty que peça ao governo dos EUA a "liberação completa dos registros realizados pela CIA que documentam a participação de agentes do Estado brasileiro em operações para torturar ou assassinar cidadãos brasileiros".

— Para o Ministério da Defesa, esse tema se esgota na Lei da Anistia. A partir daí, é uma atividade para historiadores e, se houver demandas, para a Justiça. Reafirmo: passa a ser assunto para historiadores e a Justiça, se houver demanda, porque com a Lei da Anistia, do ponto de vista militar, esse assunto fica encerrado — disse Silva e Luna.

A cerimônia no Palácio do Planalto contou com a presença do presidente Michel Temer.

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