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Ministério diz que especialistas não podem decidir sobre plano de vacinação

Foram 'apenas'convidados

Ministério diz que especialistas não podem decidir sobre plano de vacinação
Ministério diz que especialistas não podem decidir sobre plano de vacinação

O Ministério da Saúde se posicionou e divulgou uma nota na manhã deste domingo (13), para tentar explicar porque o nome de 36 cientistas que não aprovaram o plano de vacinação aparecem no documento. Segundo o órgão, os especialistas participaram da reunião de debate do plano apenas como convidados e não foi dado a eles nenhum tipo de “poder de decisão na formalização” do mesmo.

"O Ministério da Saúde esclarece que os profissionais citados pelo Executivo no Plano de Imunização contra a Covid-19 são técnicos escolhidos como convidados. Fazem parte dos convidados representantes do Conass, Conasems, de segmentos do Poder Público, Autarquias, da Comunidade Científica e da própria sociedade, oriundos de instituições públicas e privadas, envolvidos de alguma forma, técnica e cientificamente com alguns dos eixos de discussão do plano de vacinação.

Vale destacar que os convidados especiais foram indicados Programa Nacional de Imunizações para participarem de debates, com cunho opinativo e sem qualquer poder de decisão na formalização do Plano de Imunização contra a Covid-19, conforme previsto na Portaria Gab 28, de 3 de setembro de 2020, que Institui a Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis”, afirma o ministério.

Ainda conforme a nota, os nomes foram citados porque os pesquisadores seriam “envolvidos de alguma forma, técnica e e cientificamente com alguns dos eixos de discussão do plano de vacinação”.

Na noite de ontem, os pesquisadores também divulgaram uma nota informando que estavam “surpresos” com a citação dos nomes no documento e informaram que não aprovaram nenhum plano: “Nos causou surpresa e estranheza que o documento no qual constam os nomes dos pesquisadores deste grupo técnico não nos foi apresentado anteriormente e não obteve nossa anuência”, diz a nota conjunta.

Eles ainda informaram que estavam pedindo a abrangência dos grupos prioritários e a inclusão de outras vacinas que atendiam os requisitos de eficácia e segurança. O plano de vacinação do Governo Federal não tem prazo para iniciar.

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