Os médicos ouviram as linhas gerais do programa. Sabem que não serão testados sobre conhecimentos médicos, mas o domínio da língua portuguesa será avaliado. Começam a trabalhar no dia 16. Cada médico diplomado no exterior terá um tutor, um médico ligado a uma universidade federal, a quem poderá recorrer.
Também farão um curso a distância de atenção básica. A formação levará três anos e exigirá dedicação diária de duas horas. Os médicos não sabem, no entanto, se essas duas horas serão descontadas da carga horária de trabalho de oito horas por dia. Os médicos estão alojados no Centro de Educação Física da Marinha (Cefam), na Penha, zona norte, a 15 quilômetros do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no centro, onde assistem às aulas. O inconveniente é que parte das duas horas dedicadas ao almoço é gasta no deslocamento entre o CCBB e o Cefam. Eles fazem o trajeto divididos em dois ônibus de viagem. "É uma instalação militar, não é um hotel. Mas é confortável", afirmou o português Miguel D'Agorreta, de 70 anos.
O primeiro dia foi dedicado a questões burocráticas. Equipes da Polícia Federal (PF) fizeram carteiras de identificação de estrangeiro e o Cadastro de Pessoa Física (CPF). Funcionários do Banco do Brasil (BB) abriram contas bancárias, por onde receberão a bolsa de R$ 10 mil. Representantes do programa Mais Médicos também acertavam a documentação. Os médicos que fazem curso no Rio são brasileiros formados no exterior, portugueses, argentinos, espanhóis, uma russa e um egípcio.

