O crime que chocou a comunidade médica na última sexta-feira (16), em Barueri, na Grande São Paulo, vitimou dois profissionais reconhecidos por sua dedicação à saúde pública: Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos. Ambos foram mortos a tiros por um colega, também médico, em um restaurante no bairro Alphaville Plus.
Luís Roberto Pellegrini Gomes, 43 anos, era clínico geral e atuava em unidades de saúde da região metropolitana de São Paulo. Com trajetória consolidada, era conhecido por colegas como um profissional comprometido com o atendimento à população e pela postura ética no exercício da medicina.
Vinicius dos Santos Oliveira, 35 anos, formou-se em cardiologia em 2015 pela Universidade de Aquino, na Bolívia. Desde 2019 trabalhava em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Cotia, além de ter atuado em hospital de campanha durante a pandemia de Covid-19. Casado e pai de um bebê de apenas 1 ano e meio, era visto como um médico jovem em ascensão, dedicado ao serviço público e à família.
Os dois foram mortos a tiros pelo também médico Carlos Alberto Azevedo Filho, de 44 anos. A princípio, a motivação do crime seria uma disputa entre os envolvidos por contratos empresariais. Carlos já possuía antecedentes criminais por agressão e racismo e, no dia do crime, utilizou uma arma própria, registrada em razão de sua condição de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Apesar disso, ele não tinha autorização para portar a arma em via pública e disparou 10 tiros contra os colegas

