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Mariz faz defesa do presidente Temer na CCJ da Câmara

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BRASÍLIA - O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, defensor do presidente Michel Temer, apresenta a defesa oral do caso. Mariz apresentou de 98 páginas e destacou que a denúncia é uma "peça de ficção" e que os fatos são inconsistentes.

Mariz começou a falar aos gritos e de pé, calando o plenário da CCJ.

— Lanço um repto ao procurador-geral da República de quanto o presidente, quanto? Das mãos de quem? Foi um níquel sequer Mentira, infâmia, indignação (sobre Temer ter recebido R$ 500 mil). Que R$ 500 mil são esses? Isso me chocou. É mentira que o presidente Temer tenha recebido um vintém! — disse Mariz.

E acrescentou:

— Não há sociedade que tenha o direito de achincalhar, de colocar na cadeia, se não fisicamente, na mácula da honra.

Mariz acusou o Ministério Público de fazer investigações de forma apressada. E reiterou que as gravações de Joesley Batista dos diálogos com Temer são ilícitas.

— Houve açodamento as investigações de tal ordem que o próprio Ministério Público reconheceu a pressa, o açodamento, possivelmente motivado por razões políticas inconfessáveis ou desconhecidas. A gravação é prova ilícita sim porque atinge vida privada, intimidade. É uma gravação clandestina covarde! São objetivos políticos sim de queda de quem está governando a Nação — disse Mariz.

Ele disse que o ministro relator da Lava-Jato, Edson Fachin, agiu de forma errada ao homologar a delação de Joesley.

— Não esteve na calada da noite, não. Foi dez ou onze horas, inclusive o procurador-geral. Muitos deputados foram fora da agenda — disse Mariz.

— Mas não com nome frio — provocou Ivan Valente (PSOL-SP).

Mariz reage, porque ele está na defesa e não deveria ser interrompido.

— Não é nome falso! Verdade é verdade. Quem quer ver o presidente fora que torça o nariz. Rodrigo marcou o encontro e não foi — disse o advogado.

Ele diz que há uma "absoluta anomia"no caso das delações premiadas.

Mariz ressaltou na defesa que o encontro de Temer e o empresário Joesley Batista, da JBS, e que fez delação premiada, "nada representa".

Serão 59 minutos. O acordo foi de ouvir Mariz depois do parecer do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), que aceitou a denúncia da PGR.

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