BRASÍLIA - O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira que ainda não há acordo sobre os principais temas da reforma política, mas que o objetivo é votar ainda nesta terça-feira o texto principal do parecer do deputado Vicente Cândido (PT-SP). Isso quer dizer que, na melhor das hipóteses, será votado o texto-base e deixados para a quarta-feira os pontos principais: fundo público eleitoral e adoção de um novo sistema eleitoral, o distritão ou semidistritão.
Ao contrário do que foi divulgado, Maia disse que primeiro será votada a Proposta de Emenda Constitucional cujo relator é Vicente Cândido e não a PEC que tem como relatora a deputada Shéridan (PSDB-RR) e que trata de cláusula de barreira e fim das coligações em eleições proporcionais. A primeira sessão para a votação da reforma não obteve quorum.
— Vamos votar. Se tivesse acordo, não precisava de voto. Se precisa de plenário é porque é preciso de quorum. Reforma política não tem acordo nunca — disse Maia.
Maia chegou atrasado à Câmara porque reuniu líderes partidários na residência oficial da Câmara, mas não houve acordo. No caso da PEC relatada por Shéridan, ele explicou que para puxar a proposta diretamente para o plenário seria necessário que tivessem passado pelo menos 40 sessões na comissão especial, o que ainda não ocorreu.
— A PEC ainda não tem 40 sessões, só posso puxar depois — disse Maia.
O líder do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB ), disse que não houve avanços nas discussões entre os partidos. Ele disse que é importante votar o texto-base da PEC relatada por Vicente Cândido hoje, para avançar na tramitação.
— Não há maioria de votos para nenhuma das posições. Mas acho que o pior dos mundos é não votarmos nada e não mudarmos o sistema eleitoral — disse Efraim Filho.

