Uma decisão judicial na Paraíba gerou denúncia de racismo religioso contra o juiz Adhemar de Paula Leite Ferreira Neto, que negou indenização a Lúcia de Fátima, mãe de santo, após um motorista de aplicativo recusar levá-la a um terreiro de candomblé em março de 2024.
O motorista enviou a mensagem: “Sangue de Cristo tem poder, quem vai é outro kkkkk tô fora”, e a corrida foi cancelada. Lúcia registrou boletim de ocorrência e entrou com ação pedindo R$ 50 mil de indenização, mas o juiz entendeu que a intolerância teria sido da própria autora, classificando a recusa do motorista como livre manifestação de fé e sem intenção preconceituosa.
A decisão gerou indignação da mãe de santo, que disse estar “abalada e consternada”, mas afirmou que seguirá firme em sua fé e defesa da liberdade religiosa.
A Uber se declarou parte ilegítima no processo, pois atua apenas como intermediária, e já havia desativado o motorista. O caso ainda repercute na discussão sobre intolerância religiosa e liberdade de expressão.

