O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na sexta-feira (3) a lei que autoriza a criação da Alada, uma nova estatal focada em projetos aeroespaciais. A empresa será uma subsidiária da NAV Brasil, vinculada ao Ministério da Defesa, e terá como principais funções a gestão de redes de satélites, a pesquisa e certificação de equipamentos aeroespaciais e a cooperação em projetos para o controle do espaço aéreo.
A Alada também ficará responsável por proteger e gerir a propriedade intelectual de inovações na área, além de apoiar a gestão do espaço aéreo. Nos primeiros quatro anos de operação, a estatal poderá contratar funcionários temporários para garantir seu funcionamento inicial e ceder servidores públicos e militares para a nova empresa.
A criação da Alada foi proposta em outubro de 2024 pelo governo Lula, com o objetivo de tornar o Brasil mais autossuficiente em materiais aeronáuticos e espaciais. O projeto busca reduzir a dependência do país de fornecedores estrangeiros, principalmente para materiais sensíveis com restrições de exportação devido a questões políticas.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025, ainda não aprovado pelo Congresso, destina R$ 100 mil para a instalação da Alada. A criação da empresa ocorre em um momento em que o déficit das estatais brasileiras atingiu um recorde, mas o governo busca aumentar a sustentabilidade financeira dessas empresas.
A NAV Brasil, criada em 2020, teve lucro de R$ 159,7 milhões em 2023 e foi responsável por assumir as funções da Infraero relacionadas à navegação aérea.

