Entre janeiro e abril de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 59 representações eleitorais, número muito superior às 14 registradas no mesmo período em 2022. O dado revela uma antecipação da disputa entre os principais nomes da corrida presidencial: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Do total de ações, 26 foram protocoladas pelo PL, partido de Flávio Bolsonaro, enquanto 21 partiram do PT, por meio da Federação Brasileira da Esperança (formada por PT, PCdoB e PV). A maioria das representações trata de propaganda eleitoral antecipada, com acusações de pedidos explícitos de votos antes do início oficial da campanha, marcado para 16 de agosto.
Além disso, algumas petições apontam para o uso indevido de inteligência artificial em conteúdos digitais e impulsionamento irregular em redes sociais, temas que devem ganhar relevância na fiscalização eleitoral deste ano.
Esse cenário mostra que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro já travam uma batalha jurídica pré-eleitoral, utilizando o TSE como arena para contestar práticas de comunicação e propaganda dos adversários. O aumento expressivo das ações evidencia a polarização e a tendência de uma campanha marcada pela judicialização intensa.
Esse embate reforça o papel do TSE como árbitro central na disputa e coloca em evidência os desafios da regulação sobre propaganda digital e uso de inteligência artificial nas eleições brasileiras.




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