O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não permite a entrada de aparelhos celulares em seu gabinete, citando questões de segurança e sua aversão a "conversas cifradas". Em entrevista aos senadores Jorge Kajuru e Leila Barros, o petista reforçou que, para ele, a medida é uma forma de proteger a confidencialidade e evitar riscos, considerando que os celulares não são seguros nem quando estão desligados.
"Isso aqui (o celular) não é seguro mesmo quando está desligado. A nossa segurança é não deixar celular entrar aonde não deve entrar", declarou neste domingo.
Além disso, Lula revelou que não aceita telefonemas durante seu horário de almoço, às 13h, nem após as 21h, criticando a prática de ligações fora de horário comercial, como no caso de notícias que ele considera irrelevantes à noite.
Esta não é a primeira vez que o presidente se manifesta sobre o uso de celulares. Em julho de 2023, ele já havia declarado que em seu gabinete "ninguém entra com celular", ressaltando que os aparelhos ficam na portaria e que ele mesmo não possui um celular pessoal, comunicando-se por meio de telefones de pessoas próximas.

