RIO — O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) suspendeu os efeitos da decisão que determinava a volta da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo para o presídio. A determinação está congelada até que se esgote a possibilidade de recursos que a defesa pode apresentar na própria Corte.
Nesta tarde, a 1ª Turma Especializada, por dois votos a um, havia cassado a prisão domiciliar de Adriana, que vigorava desde março. A decisão chegou a ser divulgada oficialmente pelo TRF-2. Após a sessão, o desembargador Abel Gomes, relator da Operação Calicute no Tribunal, aceitou os argumentos apresentados pelo advogado Luís Guilherme Vieira e decidiu esperar a apresentação dos embargos infringentes antes de determinar o cumprimento da medida.
A apresentação de recursos dentro do próprio TRF-2 é possível porque houve um voto divergente na sessão desta tarde. O retorno de Adriana ao presídio foi defendido pelos desembargadores Abel Gomes e Paulo Espírito Santo. O desembargador Ivan Athié, no entanto, votou a favor da manutenção da prisão domiciliar.
O embargo que será apresentado vai ser julgado por seis desembargadores, um colegiado maior do que o responsável pela análise do recurso do Ministério Público Federal (MPF), nesta tarde.

