A Justiça Eleitoral de São Paulo determinou que o candidato Pablo Marçal (PRTB) retire novamente vídeos caluniosos direcionados ao candidato Guilherme Boulos (PSOL). O juiz Murilo D'Ávila Vianna Cotrim ordenou a remoção de conteúdos em que Marçal associa Boulos ao uso de drogas, caracterizando as postagens como ataques à imagem do adversário sem fundamento. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (19).
O juiz destacou que os vídeos têm conteúdo exclusivamente difamatório e violam o código eleitoral, sendo considerados ofensas pessoais sem relevância política. Esta é a quarta derrota de Marçal contra Boulos na Justiça desde o início da campanha. No domingo (18), o Tribunal Regional Eleitoral de SP (TRE-SP) havia concedido a Boulos três direitos de resposta, que devem ser veiculados nas redes sociais de Marçal. A decisão também estipula que o conteúdo difamatório deve ser removido e que as respostas de Boulos devem ser impulsionadas da mesma forma que os vídeos ofensivos.
A campanha de Marçal não respondeu aos pedidos de comentário. O Ministério Público Eleitoral (MPE) também solicitou à Polícia Federal a abertura de inquérito contra Marçal por disseminação de fake news e violação do código eleitoral. Além disso, o MP pediu a suspensão do registro de candidatura de Marçal e a abertura de investigação por abuso de poder econômico, com possíveis sanções de inelegibilidade e cassação de candidatura.
A campanha de Marçal negou as acusações e chamou a ação de tentativa desesperada para barrar sua candidatura. A nota enviada por sua assessoria afirma que não há financiamento por trás das postagens e que as alegações são uma manobra para frear sua campanha.

