A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, assassinada pelo ex-marido na véspera de Natal, abriu mão da escolta para preservar a privacidade e por pena do ex.
Segundo amigas, Viviane queria preservar as filhas do fim do casamento conturbado e manter a boa imagem dele como pai. O engenheiro Paulo José Arronenzi sempre reagia violentamente após tentativas frustradas de reatar o casamento, que havia terminado em julho.
“Ficou evidente que ela tentava preservar a figura do ex-marido como pai. Tentou se proteger e, ao mesmo tempo, protegê-lo. Acabou abrindo mão da escolta por pena dele”, disse uma magistrada, amiga de Viviane ao jornal O Globo.
“Viviane era uma mulher forte, independente financeiramente e reservada. Estava refém de um relacionamento que demonstrava ser fatal. Ela procurou os órgãos oficiais, fez um registro de ocorrência e chegou a pedir uma escolta, mas pode ser que tenha achado que o perigo havia passado. Queria preservar as filhas.”, contou a juíza Simone Nacif, amiga da vítima, à publicação.
De acordo com O Globo, no dia do crime, Paulo marcou com a ex-mulher num local pouco movimentado. Viviane ia entregar as filhas para passar o natal com ele, mas ao sair do carro foi atacada a facadas.
Após o crime, o engenheiro sentou ao lado do corpo enquanto as filhas presenciavam a mãe estirada no chão. Ele foi preso e até hoje permanece em silêncio sobre o crime.

