De acordo com contratos obtidos pelo Intercept Brasil e confirmados pela TV Globo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Mario Frias (PL-SP) atuaram como produtores-executivos de "Dark Horse", filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A produção foi financiada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atualmente preso pela Polícia Federal por fraudes bilionárias. O Intercept Brasil revelou áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pressiona Vorcaro por pagamentos, que chegaram a R$ 61 milhões.
As investigações e o envolvimento do STF
Desvio de finalidade: Segundo o blog da jornalista Andreia Sadi (GloboNews), a investigação apura se os R$ 61 milhões foram usados no filme ou se serviram para financiar ilegalmente a permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Em rede social, Eduardo negou ter recebido valores devido às suas restrições migratórias.
Investigação sobre emendas: Nesta sexta-feira (15), o ministro do STF Flávio Dino abriu apuração sobre fraudes no envio de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil , ONG ligada à produtora do filme ( GoUp Entertainment ). A ação atende a pedidos dos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique (PSOL-RJ).
Intimação pendente: O portal g1 informou que o STF tenta, há mais de um mês, intimar Mario Frias para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Em nota, o Instituto Conhecer Brasil declarou que todos os seus projetos cumprem rigorosamente a lei e passam por fiscalização e prestação de contas. As defesas dos demais citados não se manifestaram.




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